Quarta, 24 de Julho de 2024
Opinião A VIDA EM LETRAS

Abraços escondidos, emoções reveladas

Às vezes, basta um gesto simples, um abraço, para quebrar as barreiras que nos separam e revelar a fragilidade que compartilhamos como seres humanos.

03/09/2023 às 18h56 Atualizada em 03/09/2023 às 19h06
Por: Carlos Valentim
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Abraços escondidos, emoções reveladas

 

POR LAMECK VALENTIM

 

O poder do abraço é tão forte... Ele derrete corações, quebra barreiras. São gestos que se tornam poesia quando não encontram palavras suficientes para traduzir o que se sente. São os abraços que nos lembram de nossa humanidade, da nossa necessidade de conexão, de calor humano.

Já tive momentos em que tudo o que eu queria, tudo o que precisava era de um abraço. Em meio ao caos de um mundo que muitas vezes parece indiferente, o abraço é o oásis de afeto que ansiamos. A ausência dele, por outro lado, ampliou meu sofrimento. Foi como estar à deriva em um mar de solidão, buscando desesperadamente um porto seguro onde pudesse encontrar conforto.

Também já tive muitas vezes vontade de abraçar. Mas contive, por medo de ser incompreendido, por medo de ser mal interpretado e até medo de ser julgado. Este mundo em que vivemos, paradoxalmente conectado pelas redes sociais, é tão insensível, hostil que um simples desejo de abraço temos que abafar. Medo de parecer fraco, vulnerável, ou até mesmo invasivo. O medo de ser rejeitado muitas vezes nos mantém isolados, mesmo quando nossos corações anseiam por proximidade.

Mas é preciso lembrar que, por trás de cada rosto que cruzamos nas ruas, há histórias e emoções ocultas, anseios por abraços, por conexões genuínas. Às vezes, basta um gesto simples, um abraço, para quebrar as barreiras que nos separam e revelar a fragilidade que compartilhamos como seres humanos.

Afinal, não importa o quão frio e indiferente o mundo possa parecer, o poder do abraço permanece inalterado. É um lembrete de que somos todos feitos de emoções, que precisamos uns dos outros para atravessar essa jornada complexa que é a vida. E talvez, um dia, quando ousarmos abraçar e ser abraçados sem medo, possamos descobrir a beleza da nossa humanidade compartilhada, da nossa capacidade de encontrar conforto e força uns nos braços do outros, independentemente das barreiras que o mundo tente nos impor.

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