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Opinião

Instituto Histórico de Oeiras: o guardião de memórias

Por Júnior Vianna

06/01/2022 19h12Atualizado há 3 semanas
Por: Da Redação

Por Júnior Vianna

O Instituto Histórico de Oeiras é o intrépido guardião, é o relicário vivo e palpitante das tradições e da história de Oeiras”.

Abimael Clementino Ferreira de Carvalho

 

 

Detentora de um notável patrimônio histórico e possuidora de seculares manifestações sacro-culturais, a cidade de Oeiras, núcleo embrionário da sociedade piauiense, desde muito tempo, tem instigado admiração, estudos e pesquisas a seu respeito.  Foi diante dessa realidade que um grupo de oeirenses acometidos pelo nobre sentimento de oeirensidade fundou, no limiar do ano de 1972, o renomado Instituto Histórico de Oeiras.

O aludido sodalício nasceu do idealismo de intelectuais na garantia de lutarem pela preservação e defesa das tradições seculares e do acervo patrimonial da Invicta Oeiras.  Homens e Mulheres que com o passar dos anos tiveram suas histórias de vida entrelaçadas com a própria história da cidade.

Por esta casa de memória já passaram ilustres membros como Costa Machado, José Expedito Rego, Possidônio Queiroz, Alina Ferraz, Leopoldo Portela, Eva Feitosa, Gerardo Helcias, Padre David Ângelo, Rita Campos e outros que, de saudosa memória, deixaram para as gerações futuras um legado historiográfico e iconográfico imortalizado nas Revistas do Instituto Histórico de Oeiras.

Desde a fundação, permanecem ainda na ativa em defesa dos propósitos desta agremiação figuras notáveis como Dagoberto Júnior, Maria do Espírito Santo Rêgo e Soares Filho. Todavia, com o passar dos anos, foram se juntando a esta plêiade outros nomes que fizeram e fazem história em defesa da causa oeirense.

Sem sombra de dúvidas, os maiores porta-vozes do Instituto Histórico de Oeiras são seus periódicos, os quais em cada edição oportunizam o leitor a ter acesso a crônicas, pesquisas históricas e tantos outros textos que neles registram importantes fatos que marcam a vida do povo brasileiro, sobretudo o oeirense. Externam, destarte, a vitalidade e pujança da “Casa do Brigadeiro Manoel de Sousa Martins”.

Muitas têm sido as ações do IHO junto à preservação do patrimônio da cidade de Oeiras. Vale citar que foi por meio de solicitação deste Instituto que ocorreu a restauração da Casa da Pólvora ainda no século XX, caso contrário teria desaparecido da paisagem urbana da Primeira Capital. Nessa mesma perspectiva, outros bens públicos foram revitalizados graças à parceria desta casa cultural junto ao poder público.

Ao longo de mais de quatro décadas de compromisso com o patrimônio histórico e cultural da Vetusta Oeiras, muitos foram os desafios vencidos pelo seu Instituto Histórico. Como bem disse Abimael Carvalho, “O Instituto vem, galhardamente, cumprindo a sua missão, e já é, sem favor, o guardião das tradições de nossa terra, como sentinela indormida, permanentemente alerta, na defesa do que mais caro possuímos: um passado que se constitui em capítulo primeiro e, certo, o de maior significação da história de nosso estado”.

Contudo, entre feitos e feitios, o Instituto Histórico é um dos mais importantes patrimônios culturais da tricentenária Oeiras.

 

*Júnior Vianna e historiador e Membro do Instituto Histórico de Oeiras

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