Quarta, 24 de Julho de 2024
Cidades TORTURA

Polícia conclui inquérito e indicia mãe e padrasto por morte de criança de 3 anos em Esperantina

Com o inquérito, os dois foram indiciados pelos crimes de tortura e feminicídio qualificado

03/07/2024 às 08h45 Atualizada em 03/07/2024 às 08h50
Por: Jafferson França Fonte: Cidade Verde
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Polícia conclui inquérito e indicia mãe e padrasto por morte de criança de 3 anos em Esperantina

A delegada Polyana Oliveira, da Delegacia de Grupos Vulneráveis de Esperantina, concluiu nesta terça-feira (2) o inquérito que apurou a morte da criança Anna Kerolayne Gomes Nunes, de 3 anos. As investigações apontaram que a mãe e o padrasto promoveram a morte da criança mediante tortura. Eles já estão presos desde o dia 22 de abril. Com a conclusão do inquérito policial, a delegada de polícia representou pela conversão das prisões temporárias dos indiciados em prisões preventivas.

Com o inquérito, os dois foram indiciados pelos crimes de tortura e feminicídio qualificado, no contexto de violência doméstica e familiar contra a criança. 

A criança, que residia com a avó paterna em Teresina, voltou a morar com a mãe no início do ano. De acordo com a delegada, desde quando foi morar em Esperantina, a criança foi submetida a constantes episódios de tortura. “Além disso, ficou comprovado que no dia 14 de abril de 2024, M.K.N.DE O. e F.S.R., de forma cruel promoveram a morte da vítima, mediante o recurso da tortura”, disse.

O crime

A pequena Anna Kerolayne deu entrada no Hospital Júlio Hartman, em Esperantina no dia 15 de abril com sinais de maus-tratos. Devido a gravidade do quadro, ela foi transferida para o Hospital de Urgência de Teresina (HUT) e, uma semana depois, foi constatada a morte encefálica. 

No mesmo dia da constatação da morte encefálica, a mãe e o padrasto foram presos temporariamente. 

Segundo a família, a criança e um outro irmão moravam com a avó paterna, já que o pai estava preso por roubo. A mãe, que morava em Esperantina, no início do ano, pediu para ver as crianças. A avó, que cuidava das crianças, autorizou para que passassem alguns dias, mas não retornaram. 

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