Quarta, 24 de Julho de 2024
Opinião OPINIÃO

Jubileu de Diamante

Por Carlos Rubem

05/07/2024 às 11h37 Atualizada em 05/07/2024 às 11h43
Por: Carlos Valentim
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Jubileu de Diamante

POR CARLOS RUBEM

 

Até na década de sessenta, os meus familiares maternos passavam temporadas na Casa de Fazenda Canela, zona urbana de Oeiras.

Às vezes me dirigia àquela vivenda pela antiga rua da Cadeia, Nogueira Tapety, hoje, que ora pertence à fina costureira, especialista em enxoval de bebê, Socorro Ferreira.

Na aludida via pública, numa residência de esquina, havia uma grande sala, na minha percepção de criança. Nela sempre estava, à sós, uma senhora balofa ao piano. Tratava-se de Dona Margareth, missionária da Igreja Batista Conservadora dos EUA.

Certa feita, a partir de uma janela, estando absorto ouvindo aquele isolado conserto, mistura de cânticos religiosos, jazz e blues, fui convidado pelo Pastor Roberto Tillotson, esposo da pianista, a adentrar naquele espaço reservado à celebração de culto protestante, o que me senti prestigiado.

Ontem (03.07.2024), participei da abertura das comemorações do Jubileu de Diamante da Primeira Igreja Batista de Oeiras. Assinala os 60 anos da organização formal da PIB, havida no dia 27.12.1964.

Ressalte-se que o primeiro culto evangélico, por estas bandas, foi em 1947, fato ocorrido na Praça do Perdão — Costa Alvarenga.

Cidade predominante católica, tal evento mereceu repúdio do Padre Otacílio, sacerdote intransigente, acostumado a botar fiéis para fora do templo católico por questão de nonada. Apoplético!

Na década seguinte, quando aquele casal passou a morar aqui, sofreu muita intolerância, desaforos, ataques, assacados —via altos-falantes do Círculo Operário —, pelo Padre Balduíno Barbosa, afoito e vibrante orador sacro.

Tenho conhecimento próprio de que o Professor Possidônio Queiroz, com sua mansuetude e integridade moral — conhecia as santas escrituras como poucos — não coonestava, ou melhor, se insurgia contra os arroubos fundamentalistas de então.

O primeiro oeirense que se converteu aos ditames da renovadora pregação da Bíblica foi o distinto negro Carlos José Valentim — Antônio Carlos —, cujo batismo se deu nas águas do rio Canindé.

O relevante movimento evangélico no centro-sul do Piauí muito cresceu com suas vertentes teológicas.

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