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Opinião HOMENAGEM

Maio - O mês amado

Homenagem a dona Ana Barroso, por sua filha, a Professora Gemma Galgani de Holanda Barroso.

04/05/2022 08h07
Por: Da Redação
Maio - O mês amado

 

*Por Professora Gemma Galgani de Holanda Barroso 

 

 

“Entre palmas, entre louvores

Desabrocha o mês amado

Mês de maio, mês das flores

A Maria consagrado”...

 

A estrofe acima é um canto de louvor a Maria, que, durante 58 anos de vida matrimonial sacramentada pelo amor de um pelo outro, meus inesquecíveis pais, Raimundo e Ana, cantavam juntos a cada primeiro de maio. Desconheço a autoria. Um hino lindo de exaltação à Mãe do Belo Amor.

Meus pais amavam o mês de maio. Minha mãe costumava dizer que - “ maio era diferente dos outros meses do ano. Tinha um brilho diferente e as manhãs eram lindas”. Continuam lindas e cheias do suave aroma de Maria.

 O casamento deles aconteceu no dia 14 de maio de 1955, na Igreja da Imaculada Conceição, em Oeiras. Foram muitos maios vividos e bem vividos, pois o amor sempre permeou o dia a dia do casal. Neste mês querido, nasceu Ana Maria (minha irmã caçula); depois as netas Alana e Carolina e bem depois o bisneto Gabriel (meus pais não o conheceram). A vida segue seu ritmo, com as alegrias, as tristezas, as surpresas do Criador. No dia 04 de maio de 2012, minha mãe Ana Barroso foi ao encontro de Jesus Cristo – o melhor Amigo. Lembro perfeitamente de cada momento daquele dia triste e sofrido. Cada lágrima derramada, do choro de meus irmãos, do coração sofrido de meu pai, da solidariedade dos amigos, do conforto do Céu. Na viagem do cortejo fúnebre para o sepultamento na amada Oeiras, mais uma surpresa, desta vez veio da natureza – fomos, durante todo o trajeto, banhados por um belíssimo luar prateado de uma super lua. Era a retribuição da lua cheia a uma de suas apreciadoras, minha mãe Ana. Mamãe gostava muito de dar uma volta na companhia de papai e do filho que tivesse com eles, para apreciar a beleza esplêndida de uma lua cheia. Foi, portanto, a retribuição da natureza à minha inesquecível mãe no dia do seu adormecer em Cristo.

O tempo passou rapidamente. Hoje, dez anos sem a sua presença física, mas as boas lembranças dela são eternizadas no meu coração, no coração de meus irmãos, demais familiares, dos muitos amigos, que ela soube conquistar, cada um pela amizade sincera. O seu bom aroma continua na velha capital Oeiras, cidade que tanto amava.

Mamãe passou por aqui fazendo o bem e fazendo bem a muita gente, com sua presença benfazeja, dando carinhosa atenção a todos, que dela se aproximavam. Era um ser humano puro, incapaz de maldades. Era muito querida e estimada. Hoje ouvi uma linda declaração de apreço da nossa estimada amiga Conceição Neiva ao referir-se, com emoção, à minha mãe: ‘’Parece que foi ontem que Dona Ana estava aqui conosco com sua presença encantadora, sua presença amiga, sua presença tão pacífica, tão doce. E hoje ela não está mais aqui conosco e já se passaram dez anos. Não me esqueço dela, não me esqueço. Dona Ana entrou na minha vida e deixou um rastro luminoso de bem querer, de admiração, de exemplo de amizade. Esse bem querer continua muito presente, bem presente em meu coração”.

Como é gratificante para mim e também para meus irmãos as belas palavras oriundas do coração bondoso e amoroso da amiga Conceição Neiva.

 Segundo Saint Exupéry – “o homem é um nó de relações voltado em todas as direções”. Do amanhecer ao anoitecer vivemos interagindo com o outro, seja na família, no trabalho, nas compras, nos compromissos sociais etc. Temos sempre uma presença por perto, que merece, portanto, atenção, respeito, gentileza. Assim foi minha linda flor de maio chamada Ana, minha mãe, que tinha uma verdadeira devoção pelo próximo. Com palavras delicadas e amorosas deixava esse rastro luminoso em seu caminhar. No mês de maio a sua luz fundia-se à luminosidade do mês amado.

Obrigada Deus de bondade pela saudade que sentimos dessa mãe maravilhosa.   

 

 

 Professora Gemma Galgani de Holanda Barroso     

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